O que você precisa saber sobre a portabilidade do financiamento imobiliário em BH

Entenda como funciona esse tipo de produto financeiro e suas implicações

Por Rodrigo Matarazzo em 29/07/2020 às 01:34:44
Figura 1: Pixabay

Figura 1: Pixabay

Os frequentes cortes na taxa Selic, que atualmente está na casa dos 3,75% e a diminuição dos juros cobrado pelas instituições financeiras para o financiamento de imóveis em BH, no ano de 2019, transformaram a portabilidade do empréstimo imobiliário um crédito em um produto/serviço bem mais atrativo.

Não obstante, de acordo com dados fornecidos pelo Banco Central, foram realizados desde janeiro deste ano, cerca de 162 solicitações de substituição de contratos do Sistema de Financiamento Imobiliário (SFI) e 678 no Sistema Financeiro de Habitação (SFH). Efetuando-se uma comparação com o mesmo período do ano passado, ocorreu um aumento de 153,13% e 326,4%, respectivamente. Ao se transferir a dívida, o consumidor pode obter a redução do valor das parcelas e dar uma boa melhora nas condições de pagamento.

Mas no que consiste a portabilidade de financiamento imobiliário? Como ela funciona? Quando vale a pena efetuá-la? Que regras ela possui? Tudo isso e muito mais será abordado adiante.

O que é a portabilidade de financiamento imobiliário?

A portabilidade de financiamento imobiliário, assim como toda e qualquer portabilidade de crédito, nada mais é do que a transferência de uma operação de crédito, por meio de uma solicitação do cliente, de uma determinada instituição financeira para outra, com o intuito de conseguir condições melhores, mais vantajosas em comparação com o contrato de crédito original.

O saldo devedor é pago pela nova instituição financeira, com a qual firmou-se um novo contrato, por intermédio de uma transferência eletrônica, sem a necessidade de participação do cliente.

Para que se efetue essa mudança de crédito, é só entrar em contato com a instituição financeira que proporciona condições de crédito mais atraentes e pedir a troca de despesa. Depois que é realizada uma análise da documentação e aprovação dela por parte da nova empresa credora, o passo seguinte é efetuar a assinatura dos contratos a fim de que a transação aconteça sem dores de cabeça. Contudo, é importante pontuar que os juros não são a único fator a serem levados em consideração nesse processo.

De fato, há outros indicadores relevantes nessa jogada, como o CET (Custo Efetivo Total), que mostra com mais transparência se porventura o banco buscado é mais vantajoso ou menos vantajoso. Por essa razão, uma boa dica é sempre conferir este encargo antes de se concretizar a transição do débito em questão. Quando a mudança acontece, o contrato de origem é liquidado com antecedência e o saldo devedor é pago pela companhia com a qual o contrato novo foi firmado, através da já citada transferência eletrônica.

Em um longo prazo, a tendência é que os valores podem ficar parecidos. A expectativa é que as instituições passem a diminuir os juros e não se terá taxas muito elevadas ou muito baixas. Nesse cenário, aí não teria muito nexo efetuar uma migração de crédito.

Quando é que a portabilidade de financiamento imobiliário vale a pena?

Antes de tudo, é preciso tentar dialogar e averiguar com o banco de origem a possibilidade de eles ofertarem juros melhores. Inquestionavelmente, as instituições não gostam muito de perder essa modalidade de financiamento para quem quer Comprar casa em BH ela possui um risco bem pequeno e é de longo prazo, então ele gera a oportunidade de fluxo de caixa e planejamento aprimorado para os bancos.

Sendo assim, não seria necessário efetuar a portabilidade de obter taxas mais convidativas. Nesse caso específico, não seria necessariamente uma espécie de portabilidade dentro de uma mesma instituição financeira, mas na verdade uma renegociação do débito.

Além disso, o financiamento imobiliário abre uma brecha para o diálogo a respeito da venda de outros tipos de produtos financeiros. O banco tem a chance de construir uma relação a longo prazo e de oferecer planos de previdência privada, cartão de crédito e seguros, por exemplo.

Para descobrir se vale realmente a pena transferir o financiamento de uma instituição financeira, é necessário prestar atenção àquilo que se chama de Custo Efetivo Total do financiamento imobiliário. Esse cálculo engloba, além da taxa de juros cobrada pelo banco, seguros por invalidez permanente adicionados ao financiamento.

Ademais, há outro custo que precisa ser observado que é a taxa de administração das contas inclusas. Essas taxas causam um impacto relevante na prestação, pois eles mudam de acordo com cada seguradora. Elas são calcadas no prazo de financiamento e na idade do contratante.

Quais são as regras impostas para a realização da portabilidade de financiamento imobiliário?

Não obstante, a portabilidade de financiamento imobiliário tem a devida regulamentação por meio da Resolução 4.292/2013 do Banco Central. Segundo as normas presentes no regulamento, o valor final do financiamento e a quantidade de parcelas não tem condições de sofrer aumento. Por outro lado, o valor da parcela pode ser modificado, por meio de uma autorização expressa do cliente.

A instituição financeira de destino é a responsável por refazer o cálculo do saldo devedor pautando-se no Custo Efetivo Total e o cliente tem um prazo de até dois dias úteis para desistir da negociação. O prazo é igual para que o banco de origem consiga repassar todos os dados pertinentes ao financiamento para o novo banco. As regras do contrato precisam obrigatoriamente continuarem iguais. Caso o cliente tenha comprado um imóvel no Sistema de Amortização Constante (SAC), a nível de exemplo, não existe chance alterar para o Sistema Price.

Ademais, o banco de destino não pode forçar o usuário a contratar outros tipos de serviços, o que se caracterizaria como venda casada. O que acontece frequentemente é que as empresas ofertam taxas supostamente melhores para clientes que firmam um relacionamento com a empresa. Além disso, o banco de origem igualmente não pode cancelar esses produtos, contratados previamente, se porventura o cliente quiser efetuar a portabilidade de financiamento de um apartamento para vender em BH.

Agora você sabe o que é a portabilidade de financiamento imobiliário, como ela funciona, quais são as regras exigidas e quando ela realmente vale a pena ou não. Curta e compartilhe esse post em suas redes sociais!

ANUNCIE
ANUNCIOU VENDEU 2

Comentários

ANUNCIE