Atendimentos oncológicos caem 20% em Varginha durante a pandemia por medo da Covid-19

Por Rodrigo Matarazzo em 07/08/2020 às 21:52:50
Hospital da cidade registrou queda deste tipo de atendimento. Famílias evitam sair de casa por medo da Covid-19. Atendimentos relacionados ao câncer caem 20% durante a pandemia por medo da Covid-19

Famílias de pacientes com câncer estão inseguras para fazer o tratamento da doença neste período de pandemia. Em Varginha, o número de atendimentos oncológicos caiu quase 20%. Mas segundo os médicos, todos os cuidados estão sendo tomados para que os tratamentos ocorram da forma mais segura possível dentro do hospital.

A queda ocorreu no Hospital Bom Pastor. Justamente por causa desse tipo de cuidado, o hospital entrou em contato com as famílias cadastradas e pediu pra que os casos só de acompanhamento, que podem esperar, ficassem pra depois.

Segundo o médico oncologista Bruno Aquino de Souza, no início da pandemia, também houve redução de atendimentos, mas porque as pessoas estavam com medo de ir ao hospital, inclusive, as que não podiam interromper os tratamentos.

"Inicialmente, nós enfrentamos o problema dos pacientes que abandonaram o tratamento com medo de ir ao centro de oncologia pra realizar quimioterapia e radioterapia. Também tivemos o problema dos pacientes que estão com dificuldades em realizar exames diagnósticos e, consequentemente, tendo diagnósticos mais tardios, o que impacta no tratamento e na sobrevida desse paciente. Então, gostaríamos de informar aos pacientes que, principalmente, no centro de oncologia, os cuidados estão sendo tomados de forma redobrada, pra que o paciente possa vir realizar os seus exames e o seu tratamento de forma mais segura possível", garantiu o médico.

Atendimentos oncológicos caem 20% durante a pandemia em Varginha (MG)

Reprodução/EPTV

Sem sair de casa

Mariângela Fortunato é mãe de um jovem de 17 anos de idade que já fez duas cirurgias pra retirar um tumor na cabeça. Como se não bastasse, agora a família toda fica em casa em casa pra evitar o coronavírus.

"Os cuidados são a máscaras, o álcool em gel lva para onde vai. Máscara também vai e volta. Chega em casa tem assepsia normal das coisas que usou, para ele não ter contato com mais ninguém", destacou.

Ela ressalta, ainda, que o tratamento está sendo feito em casa, com acompanhamento do médico. Tudo isso para evitar que ele saia de casa.

"Como o tratamento dele está indo bem, ele só comparece ao médico se tiver alguma alteração. Mas se ele tiver se alimentando bem, tendo uma vida boa. Ai ele não vai ao médico, o médico passa o exame, ele faz o exame e acompanha ele aqui, em casa", explicou.

Praia improvisada

Pode parecer só diversão. Mas uma a "praia improvisada" em uma simples caixa d"agua foi só um dos vários cuidados que a secretária Érica Maria Mantovani Gonçalves tomou pra manter o filho sempre em casa.

O filho teve sequelas depois de retirar um tumor também na cabeça e precisa manter atividades de reabilitação. Mas durante a pandemia, sem esses serviços disponíveis, a mãe tem mantido ele o mais isolado possível.

"Ele já foi na praia quando ele menor. E ele falou que queria ir para a praia, disse para ele que infelizmente não dá. Eu e meu marido pensamos: "já que não podemos ir para a praia, vamos trazer a praia para ele". Desde então [montamos uma praia improvisada], mantemos ele ocupado e se divertindo, pois é uma criança que não é qualquer atividade que prende a atenção dele", disse.

Pais improvisaram 'praia' para manter o filho entretido durante a pandemia

Reprodução/EPTV

Veja mais notícias da região no G1 Sul de Minas

Fonte: G1

ANUNCIE
ANUNCIOU VENDEU 2

Comentários

ANUNCIE