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Covid-19: viajou de férias? Saiba os cuidados necessários ao voltar para casa

Por Rodrigo Matarazzo em 26/01/2021 às 06:04:45

Festas de fim de ano, feriados prolongados e férias. Estes são períodos ideais para tirar uns dias de descanso e viajar. Isso, em tempos normais. Durante a pandemia do novo coronavírus, além dos cuidados diários na rotina, quem sai de casa precisa ficar atento e redobrar a atenção para evitar ser infectado pela doença e, até mesmo, transmiti-la para quem mora na mesma casa. O alerta é ainda mais importante para quem passou uma temporada fora e mora com pessoas do grupo de risco.

Infectologista do Hospital de Águas Claras, Ana Helena Germóglio explica que, independentemente de viajar ou não, é preciso seguir todos os protocolos contra a covid-19: uso de máscara, álcool em gel e distanciamento social. Quem esteve fora do Distrito Federal nos últimos dias deve ficar isolado, principalmente se teve contato com alguém que apresentou algum sintoma durante a viagem. Se o turista voltar para casa com sinais da doença, o isolamento é obrigatório até sair o resultado do exame.

Quem está voltando de uma viagem, seja para locais distantes ou próximos, deve avaliar o próprio estado de saúde antes de voltar a ter contato com outras pessoas para evitar transmitir a doença, caso esteja infectado. O alerta vai, especialmente, para quem mora com integrantes do grupo de risco, ou seja, idosos e portadores de alguma comorbidade. “Se eu assumi o risco de viajar nesse período tendo alguém de risco em casa, eu devo manter distância. Usar máscara, mesmo dentro de casa, para ter contato com essa pessoa. Se habita na mesma residência é difícil não ter nenhum contato”, disse a médica.

O distanciamento de, no mínimo, 1,5 metros, também é fundamental, caso vá para o mesmo cômodo que outra pessoa. “Manter as janelas da casa sempre abertas, com ventilação natural. Ela reduz as chances de contaminação, principalmente em idosos”, destacou Ana Helena.

Ela ressalta que não é necessário fazer o exame, caso não apresente nenhum sintoma, porque ao ter contato com alguém que está transmitindo a covid-19, uma pessoa pode desenvolver os sintomas entre quatro e 10 dias. Passando pela testagem no quarto dia de sintomas, o resultado pode ser negativo e trazer uma falsa sensação de segurança. A doença pode ser confirmada a partir do sexto dia dos primeiros indícios de infecção pelo novo coronavírus. “Todos esses cuidados devem ser tomados diariamente, não só se for viajar. Você vai ao mercado, padaria, trabalho... Em todos esses lugares, há chances de infecção”, detalhou a especialista.

Transporte

De acordo com a infectologista, o risco de viajar de avião é menor, levando em consideração que os aviões no Brasil são de grande porte e têm renovação de ar a cada dois minutos. Mesmo assim, usar máscara e levar um frasco individual de álcool em gel é obrigatório. A administradora do Aeroporto de Brasília, a Inframérica, adotou diversas medidas para evitar casos de infecção. Ao chegar no terminal, o passageiro se depara com dispensers de álcool em gel espalhados pelo local. São mais de 100 pontos para higienização das mãos, presentes em todo o trajeto até o portão de embarque. O chão das filas de check-in, raio-x e portões de embarque estão adesivados com demarcações de distanciamento. Além disso, os balcões têm barreiras de acrílicos instaladas para proteger passageiros e funcionários.

Tanto no embarque quanto no desembarque, uma câmera termográfica mede a temperatura dos passageiros. Um bombeiro civil fica no local orientando eventuais usuários que estejam com a temperatura elevada. As câmeras alertam para o uso de máscara, obrigatório em todo o terminal aéreo. A limpeza também foi reforçada. Na entrada dos banheiros, uma placa informa o horário da última higienização, que acontece a cada uma hora e meia. Houve reforço na reposição de sabonetes e limpeza de corrimãos, e há equipes dedicadas para a higienização dos ônibus de passageiros. Antes e depois de cada viagem, os veículos são totalmente desinfetados. Mesas, cadeiras e longarinas foram isoladas para garantir o distanciamento social.

Na Rodoviária Interestadual de Brasília, não é diferente. Desde o início da pandemia, a Socicam, empresa que administra o terminal, adotou uma série de procedimentos em seus empreendimentos, como reforço na higienização dos espaços e campanha de divulgação sobre as medidas de prevenção. As iniciativas incluem a implementação de plano de contenção de risco, que visa a segurança de clientes, colaboradores e parceiros, novas adequações operacionais, entre outras. No local, foi adotada a campanha Embarque Seguro, com o intuito de reforçar as orientações.

Além de exigir o uso de máscara e álcool em gel, o terminal reforçou a limpeza de todos os espaços e colocou faixas informativas de distanciamento. As operações também ganharam lixeiras exclusivas e devidamente sinalizadas para o descarte de itens de proteção, como luvas, máscaras e lenços descartáveis.

Quarentena

O servidor público Rogério Vieira, 35 anos, viajou para dois estados do Nordeste no fim do ano passado e retornou na quarta-feira. Morador do Sudoeste, ele passou o réveillon em João Pessoa (PB) com amigos. Em 5 de janeiro, foi para Maceió (AL), cidade onde nasceu e mora a maioria da família. No dia em que voltou para casa, começou a tossir e sentir dores pelo corpo. “No mesmo dia, recebi uma ligação da minha prima, com quem tinha ido para a praia no último fim de semana. Ela contou que estava com os mesmos sintomas, mas que ainda não tinha feito o teste da covid, ou seja, ainda não sabemos se é ou não”, diz.

Casado e pai de duas filhas, de 1 e de 5 anos, ele preferiu isolar-se em casa. “Elas foram comigo para a viagem, mas nenhuma delas teve qualquer sintoma até agora. Eu tinha de voltar ao trabalho, mas preferi me afastar de tudo. Em casa, estou no quarto das meninas. Minha esposa e elas ficam no nosso quarto. Foi o jeito que encontramos para que a gente não tenha tanto contato”, conta. A ideia é fazer uma limpeza geral no quarto das crianças quando finalizar o período de quarentena.

Atenção

  • Manter o distanciamento mínimo de 1,5 metro, principalmente se morar com alguém do grupo de risco;
  • Usar máscara, mesmo dentro de casa, se morar com alguém que não viajou junto;
    Se tiver algum sintoma, isolar-se de todos;
  • No avião ou ônibus, usar máscara e levar um frasco individual de álcool em gel;
  • Não há necessidade de luva. Deixe o utensílio para o uso dos profissionais da saúde;

Fonte: UOL

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